terça-feira, 17 de julho de 2012

POLÍCIA X POLÍCIA


CORREGEDORIA DA POLÍCIA INVESTIGA COBRANÇA DE TAXA A MADEIREIROS E COMERCIANTES


Em Ulianópolis, delegado Joazil Serrão reside atualmente em um imóvel pertencente a um dos maiores madeireiros da região.

A corregedoria da polícia civil do Pará abriu procedimento para apurar graves denúncias envolvendo o delegado de Ulianópolis, Joazil Machado Serrão, acusado de extorquir madeireiros e cobrar propina para a liberação de bens apreendidos na delegacia. Pesam também contra o DPC denúncia de que o mesmo teria facilitado a fuga de presos da cadeia de Ulianópolis, dentre eles a de um traficante conhecido como “Cearazinho”, que após fugir da prisão executou com vários tiros o seu delator, o proprietário de uma borracharia situada às margens da Br 010, Km 20, na Localidade de Arco Íris. 

O delegado também é apontado como suspeito de envolvimento em um episódio, ocorrido na delegacia do município, em que uma quadrilha invadiu a Depol e resgatou vários caminhões carregados de madeira. Em Ulianópolis, o delegado reside atualmente em um imóvel pertencente a um dos maiores madeireiros da região.

Esta semana, a reportagem de O Liberal recebeu novas denúncias dando conta de que o policial, que está há mais de cinco anos no Município, cobra uma taxa que varia entre R$ 500 a R$ 1.000,00. O pagamento, uma espécie de “mensalinho”, seria a garantia de que os madeireiros não seriam incomodados pela polícia. Ainda de acordo com as denúncias o delegado Joazil Serrão estaria cobrando uma taxa aos proprietários de veículos e de cargas apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal.

O crime funcionaria da seguinte forma: após a apresentação dos veículos e cargas apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal Joazil Serrão notificava os proprietários e sugeria que os mesmos pagassem uma quantia na delegacia para que ficassem na condição de Fiel Depositário do bem, permanecendo com na posse dos mesmos, até decisão judicial.

No caso de recusa dos proprietários o policial ameaçava mandar tudo para a Comarca local, sendo que o bem permaneceria apreendido. Na tarde de sexta-feira, 13, a reportagem tentou, sem sucesso, contato com o promotor de Ulianópolis e com o Secretário de Segurança Pública do Pará, Luís Fernandes para saber o posicionamento das autoridades sobre as denúncias imputadas ao delegado.

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