Alguns órgãos da imprensa estão anunciando que o Município de Ulianípolis vai sair da lista dos que mais devastam nossas matas e transformar-se em município verde, como? se está enfestado de tráfíco de madeira, queimadas, devastação, invasao de terras, tendo inclusive o excelentíssimo senhor prefeito como um dos invasores, gente dita de bem de Ulianópolis, que invade fazendas alheias e se dizem proprietarios do que é dos outros, imaginem professores que possuem residência na cidade e não se envergonham de invadir propriedades legalizadas, todo mundo sabe e ninguém faz nada: IBAMA, POLÌCIA MILITAR, POLÌCIA CIVIL, SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE, GOVERNO DO ESTADO, uma verdadeira vergonha. Em quem confiar? pedir providências pra quem? Essa história de município verde em Ulianópolis é história pra boi dormir, isso sem falar na contaminação pelo lixo tóxico cuja solução também está longe das notícias divulgadas. É inadimissível que se jogue com a saúde do povo e depois virem notícias em jornais tentando divulgar mentiras. Isso tem que mudar.
sábado, 1 de setembro de 2012
sexta-feira, 20 de julho de 2012
POLÍCIA SEM FORÇA
Nossa reportagem conseguiu com exclusividade um documento que comprova que mesmo querendo agir em favor da lei, o delegado Joazil Machado Serrão se queixa que não tem como dar cumprimento a um mandado judicial por falta de elementos que possibilitem agir... Em nosso entendimento bastou os posseiros baterem o pé para que o delegado se retirasse do local, por falta de força policial, por falta de elementos que dessem suporte a essa operação... Fica aí a pergunta: Quem são os elementos que querem ver o delegado Joazil Machado Serrão longe de Ulianópolis? Será que o delegado é esse capeta que estão querendo pintar? Será que o delegado atingiu o interesse de quem pratica no município, crimes de todas as naturezas? Polícia ou bandido? quem tem razão? Porque a associação dos delegados do Pará publicou uma nota de repúdio quando o delegado foi acusado e agora a corregedoria cai matando em cima de Joazil, porque só agora? Só nos resta aguarda para ver como esse angú vai terminar.
terça-feira, 17 de julho de 2012
SE CORRER O BICHO PEGA SE FICAR O BICHO COME
Fica muito difícil se tirar uma conclusão do que vem acontecendo no município de Ulianópolis, a corregedoria investiga o delegado Joazil Machado Serrão por suspeita de extorsão e outros supostos crimes, a Associação dos Delegados do Estado do Pará publica nota de repúdio às matérias publicadas nos grandes jornais do Estado, o delegado não se sabe ao certo, como deva ser qualificado, se polícia ou bandido, se a própria polícia confunde o cidadão. Muita água ainda vai rolar até que a população seja esclarecida do que realmente acontece no município de Ulianópolis. O certo é que há alguns anos o delegado vem se queixando da falta de instrumentos para exercer sua função dentro dos padrões e tem efetuados algumas diligencias que dizem ter mexido com quem hoje tenta afastá-lo do cargo e do município por estar prejudicando a ação do crime organizado, dos ladrões de madeiras, e do interesse de muitos lobos em peles de cordeiros... vamos aguardar pra ver no que vai dar...
DEU NO LIBERAL
CORREGEDORIA
Delegado vai ser investigado por cobraça de taxas para comerciantes
Evandro Corrêa
Sucursal do Sul e Sudeste do Pará
A corregedoria da Polícia Civil do Pará abriu procedimento para apurar graves denúncias envolvendo o delegado de Ulianópolis, Joazil Machado Serrão, acusado de extorquir madeireiros e cobrar propina para a liberação de bens apreendidos na delegacia. Pesam também contra o delegado denúncia de que o mesmo teria facilitado a fuga de presos da cadeia de Ulianópolis, dentre eles a de um traficante conhecido como "Cearazinho", que após fugir da prisão executou com vários tiros o seu delator, o proprietário de uma borracharia situada às margens da BR-010, Km 20, na localidade de Arco Íris. O delegado também é apontado como suspeito de envolvimento em um episódio, ocorrido na delegacia do município, em que uma quadrilha invadiu a Depol e resgatou vários caminhões carregados de madeira. Em Ulianópolis, o delegado reside atualmente em um imóvel pertencente a um dos maiores madeireiros da região.
Esta semana, a reportagem de O Liberal recebeu novas denúncias dando conta de que o policial, que está há mais de cinco anos no município, cobra uma taxa que varia entre R$ 500 a R$ 1.000,00. O pagamento, uma espécie de "mensalinho", seria a garantia de que os madeireiros não seriam incomodados pela polícia. Ainda de acordo com as denúncias, o delegado Joazil Serrão estaria cobrando uma taxa aos proprietários de veículos e de cargas apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal.
O crime funcionaria da seguinte forma: após a apresentação dos veículos e cargas apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal, Joazil Serrão notificava os proprietários e sugeria que os mesmos pagassem uma quantia na delegacia para que ficassem na condição de Fiel Depositário do bem, permanecendo com na posse dos mesmos, até decisão judicial.
No caso de recusa dos proprietários o policial ameaçava mandar tudo para a Comarca local, sendo que o bem permaneceria apreendido. Na tarde de sexta-feira, 13, a reportagem tentou, sem sucesso, contato com o promotor de Ulianópolis e com o Secretário de Segurança Pública do Pará, Luís Fernandes, para saber o posicionamento das autoridades sobre as denúncias imputadas ao delegado.
POLÍCIA X POLÍCIA
CORREGEDORIA DA POLÍCIA INVESTIGA COBRANÇA DE TAXA A MADEIREIROS E COMERCIANTES
Em Ulianópolis, delegado Joazil Serrão reside atualmente em um imóvel pertencente a um dos maiores madeireiros da região.
A corregedoria da polícia civil do Pará abriu procedimento para apurar graves denúncias envolvendo o delegado de Ulianópolis, Joazil Machado Serrão, acusado de extorquir madeireiros e cobrar propina para a liberação de bens apreendidos na delegacia. Pesam também contra o DPC denúncia de que o mesmo teria facilitado a fuga de presos da cadeia de Ulianópolis, dentre eles a de um traficante conhecido como “Cearazinho”, que após fugir da prisão executou com vários tiros o seu delator, o proprietário de uma borracharia situada às margens da Br 010, Km 20, na Localidade de Arco Íris.
O delegado também é apontado como suspeito de envolvimento em um episódio, ocorrido na delegacia do município, em que uma quadrilha invadiu a Depol e resgatou vários caminhões carregados de madeira. Em Ulianópolis, o delegado reside atualmente em um imóvel pertencente a um dos maiores madeireiros da região.
Esta semana, a reportagem de O Liberal recebeu novas denúncias dando conta de que o policial, que está há mais de cinco anos no Município, cobra uma taxa que varia entre R$ 500 a R$ 1.000,00. O pagamento, uma espécie de “mensalinho”, seria a garantia de que os madeireiros não seriam incomodados pela polícia. Ainda de acordo com as denúncias o delegado Joazil Serrão estaria cobrando uma taxa aos proprietários de veículos e de cargas apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal.
O crime funcionaria da seguinte forma: após a apresentação dos veículos e cargas apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal Joazil Serrão notificava os proprietários e sugeria que os mesmos pagassem uma quantia na delegacia para que ficassem na condição de Fiel Depositário do bem, permanecendo com na posse dos mesmos, até decisão judicial.
No caso de recusa dos proprietários o policial ameaçava mandar tudo para a Comarca local, sendo que o bem permaneceria apreendido. Na tarde de sexta-feira, 13, a reportagem tentou, sem sucesso, contato com o promotor de Ulianópolis e com o Secretário de Segurança Pública do Pará, Luís Fernandes para saber o posicionamento das autoridades sobre as denúncias imputadas ao delegado.
Postado por BLOG DE EVANDRO CORREA O LIBERAL às 06:23
EXTORSÃO
DELEGADO ACUSADO DE EXTORQUIR MADEIREIROS
Joazil Serrão teria participação no desaparecimento de 9 quilos de maconha e também de uma invasão a delegacia de Ulianópolis.
Evandro Corrêa
Sucursal do Sul e Sudeste do Pará
Várias entidades de Ulianópolis encaminham esta semana ao governador Simão Jatene e a várias autoridades da Secretaria de Segurança Pública do Estado um dossiê contendo graves denúncias contra o delegado da cidade, Joazil Machado Serrão. O policial, que já está a frente da delegacia do município há mais de cinco anos, é acusado de várias práticas ilícitas, entre elas receber propina de madeireiros, cobrar taxa para a liberação de presos e também de extorquir comerciantes e empresários da cidade. Pesam ainda contra Joazil, denúncias de que o mesmo estaria engavetando inquéritos policiais de homicídios ocorridos na cidade.
No último caso grave, em que dois homens foram queimados ainda vivos, o inquérito foi repassado para a delegacia de Paragominas, uma vez que a Superintendência de Polícia Civil da Região temia que o delegado manipulasse as investigações e arquivasse o caso. De acordo com as denúncias, que também serão enviadas ao Ministério Público, o delegado tem participação direta no desaparecimento de 9 quilos de maconha, que sumiram misteriosamente da delegacia e também de uma invasão a delegacia da cidade, quando um grupo armado resgatou vários caminhões que haviam sido apreendidos pelo Ibama. “Ele faz barreira nas estradas vicinais e cobra pedágio dos madeireiros”. Diz um pecuarista da região afirmando que o delegado Joazil Serrão transformou a delegacia em um balcão de negócios.
O delegado também é suspeito de facilitar a fuga de presos, entre homicidas, pistoleiros e traficantes de drogas. Desde que o policial assumiu a delegacia já foram registradas na cidade inúmeras fugas. As denúncias também dão conta de que o delegado cobra propina dentro da própria delegacia e sem a menor cerimônia. O caso já foi levado ao conhecimento do Secretário de Segurança Pública, Luis Fernandes, que prometeu tomar providências “Vamos encaminhar tudo a nossa corregedora. A Polícia Civil não coaduna com este tipo de conduta". Disse Fernandes em recente visita a Paragominas.
Em contato com a reportagem na manhã de ontem, um funcionário do alto escalão da Polícia Civil do Pará disse que o delegado Joazil Serrão chegou a assinar esta semana uma portaria que o transferia para outro município, no entanto, por interferência direta de um deputado estadual, com atuação em Castanhal, a situação foi revertida permanecendo o mesmo a frente da delegacia de Ulianópolis. Até o final da tarde de ontem, a Polícia Civil do Pará ainda não havia divulgado nota oficial sobre o caso e também não confirmou se houve interferência política em favor do delegado Joazil Serrão.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
CONFLITOS NO CAMPO
'Fazenda Modelo' é desmascarada no Mato Grosso do Sul com prisão de ‘produtores rurais’
Fonte da notícia: Jornal Porantim
Por Renato Santana,
Editor do jornal Porantim
Chega a 20 o número de detidos pela Polícia Federal de Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, acusados da morte e desaparecimento do corpo do cacique Nisio Gomes Guarani Kaiowá, do tekoha Guaivyry, situado no município de Amambai. A Fazenda Modelo dos ruralistas cai por terra e o agronegócio mostra o que de fato é – uma imagem com homens algemados e escondendo o rosto.
Entre os presos está o presidente do Sindicato Rural de Aral Moreira, Osvin Mittanck, franco atirador de impropérios e mentiras contra os Guarani Kaiowá e organizações de apoio aos indígenas, caso do Cimi, e do órgão indigenista do Estado, a Funai. Mittanck teria se reunido, de acordo com a Polícia Federal, com outros acusados de no dia 18 de novembro de 2011 terem arquitetado, financiado e executado a invasão ao Guaivyry, o que culminou na morte do cacique Nisio e no subsequente desaparecimento do corpo.
A prisão preventiva do ruralista, porém, é apenas parte de organização criminosa investigada pelos federais. Uma empresa de segurança privada contratada pelos fazendeiros teria arregimentado os pistoleiros, que fizeram ‘o trabalho’. Os acusados serão indiciados por formação de quadrilha, homicídio qualificado, corrupção ativa de testemunhas e fraude processual. Por sua vez, a Polícia Federal mudou de posição e trabalha com a certeza de que Nisio está morto, tendo pistas da localização do corpo.
Tais prisões muito têm a dizer. Este é o Brasil real submerso nos números de um desenvolvimento para poucos e tingido de sangue indígena, quilombola e camponês. Eis como tudo acontece na Fazenda Modelo da senadora Kátia Abreu (PSD/TO), também presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Na Fazenda Modelo dos ruralistas, empresa de segurança é, na verdade, balcão para a contratação de pistoleiros; se antes esses assassinos ficavam pelos bares e praças de cidades ermas e afastadas dos grandes centros, hoje até carteira assinada possuem.
Tal realidade se verifica por todo o Brasil: amiúde grupos de extermínio e milícias se relacionam com tais empresas, tal como é possível constatar em São Paulo e no Rio de Janeiro. Não basta apenas o que já matam as polícias Militar e Civil no país; é preciso mais para garantir os desmandos e a fachada de ‘gente séria’ dessa elite rural que leva dor e sofrimento a centenas de brasileiros.
Não obstante, essa Fazenda Modelo se expande e chega ao Palácio do Planalto com seus bois, soja, cana de açúcar e pistoleiros; basta checar a aproximação da presidenta Dilma com o setor. No Mato Grosso do Sul, entretanto, a fazenda está instalada há tempos: o cacique Nisio Gomes entrou para as estatísticas escandalosas dos mais de 200 assassinatos de Guarani Kaiowá desde 2003. Afinal, quem matou os irmãos Vera, Marçal Tupã, Dorvalino e tantos outros?
No início das investigações, a Polícia Federal pouco deu ouvidos aos indígenas do Guaivyry. Chegou ao cúmulo de, em nota, dizer que o indígena Valmir Guarani Kaiowá, filho de Nisio, seria indiciado por falso testemunho aos delegados. Conforme Valmir relatou, ele e o primo, testemunhas oculares do crime contra Nisio, eram interrogados por horas seguidas, de forma repetida, sem alimentação.
Nessa mesma linha, boatos passaram a correr dizendo que Nisio estava vivo e escondido pelos apoiadores não-índios dos Guarani Kaiowá. Um interdito proibitório impetrado pelos fazendeiros passou a impedir o Cimi de entrar no tekoha Guaivyry. Na Fazenda Modelo, até mesmo a circulação de representantes da Presidência da República foi impedida por ruralistas em áreas reivindicadas pelos indígenas e tomadas por fazendas.
Isso ocorreu porque o governo federal sempre se portou como mero caseiro da Fazenda Modelo. Por mais que o projeto popular do governo federal tenha fracassado, e hoje a prioridade seja estreitar alianças com o latifúndio, se faz urgente a identificação e demarcação das terras Guarani Kaiowá. Só com as terras garantidas e livres da praga atrasada do latifúndio e suas ervas daninhas os indígenas poderão ser plenos.
Os fatos mostram que os indígenas precisam ser ouvidos. Valmir e os demais Guarani Kaiowá do Guaivyry não mentiram e a Polícia Federal e veículos de imprensa devem desculpas a eles. Para o Guarani, a palavra está acima de tudo. A tendência de menosprezá-los é secular; como senhores do próprio destino, os indígenas possuem não só uma sabedoria especial desprezada pela sociedade dita ‘civilizada’, mas também pleno conhecimento de suas próprias máculas e necessidades. Acima de tudo, compromisso com os valores humanos determinados por suas culturas.
A Polícia Federal, todavia, agiu e isso é essencial para coibir novas ações covardes perpetradas pelos fazendeiros. O que é difícil sem os fazendeiros invasores fora das terras indígenas. Desse modo, agora se espera que a Funai faça a sua parte – mesmo que sob uma greve de servidores que expõe não só angústias de técnicos comprometidos com a causa indígena, mas o que de fato o governo federal reserva para a questão: inquéritos policiais para a investigação de mortes.
Foto: Ponta Porã/MS. Foto: DF
miron-noticias.blogspot.com
Fonte: http://www.cimi.org.br/site/pt-br/?system=news&conteudo_id=6372&action=read
Fonte da notícia: Jornal Porantim
Por Renato Santana,
Editor do jornal Porantim
Chega a 20 o número de detidos pela Polícia Federal de Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, acusados da morte e desaparecimento do corpo do cacique Nisio Gomes Guarani Kaiowá, do tekoha Guaivyry, situado no município de Amambai. A Fazenda Modelo dos ruralistas cai por terra e o agronegócio mostra o que de fato é – uma imagem com homens algemados e escondendo o rosto.
Entre os presos está o presidente do Sindicato Rural de Aral Moreira, Osvin Mittanck, franco atirador de impropérios e mentiras contra os Guarani Kaiowá e organizações de apoio aos indígenas, caso do Cimi, e do órgão indigenista do Estado, a Funai. Mittanck teria se reunido, de acordo com a Polícia Federal, com outros acusados de no dia 18 de novembro de 2011 terem arquitetado, financiado e executado a invasão ao Guaivyry, o que culminou na morte do cacique Nisio e no subsequente desaparecimento do corpo.
A prisão preventiva do ruralista, porém, é apenas parte de organização criminosa investigada pelos federais. Uma empresa de segurança privada contratada pelos fazendeiros teria arregimentado os pistoleiros, que fizeram ‘o trabalho’. Os acusados serão indiciados por formação de quadrilha, homicídio qualificado, corrupção ativa de testemunhas e fraude processual. Por sua vez, a Polícia Federal mudou de posição e trabalha com a certeza de que Nisio está morto, tendo pistas da localização do corpo.
Tais prisões muito têm a dizer. Este é o Brasil real submerso nos números de um desenvolvimento para poucos e tingido de sangue indígena, quilombola e camponês. Eis como tudo acontece na Fazenda Modelo da senadora Kátia Abreu (PSD/TO), também presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Na Fazenda Modelo dos ruralistas, empresa de segurança é, na verdade, balcão para a contratação de pistoleiros; se antes esses assassinos ficavam pelos bares e praças de cidades ermas e afastadas dos grandes centros, hoje até carteira assinada possuem.
Tal realidade se verifica por todo o Brasil: amiúde grupos de extermínio e milícias se relacionam com tais empresas, tal como é possível constatar em São Paulo e no Rio de Janeiro. Não basta apenas o que já matam as polícias Militar e Civil no país; é preciso mais para garantir os desmandos e a fachada de ‘gente séria’ dessa elite rural que leva dor e sofrimento a centenas de brasileiros.
Não obstante, essa Fazenda Modelo se expande e chega ao Palácio do Planalto com seus bois, soja, cana de açúcar e pistoleiros; basta checar a aproximação da presidenta Dilma com o setor. No Mato Grosso do Sul, entretanto, a fazenda está instalada há tempos: o cacique Nisio Gomes entrou para as estatísticas escandalosas dos mais de 200 assassinatos de Guarani Kaiowá desde 2003. Afinal, quem matou os irmãos Vera, Marçal Tupã, Dorvalino e tantos outros?
No início das investigações, a Polícia Federal pouco deu ouvidos aos indígenas do Guaivyry. Chegou ao cúmulo de, em nota, dizer que o indígena Valmir Guarani Kaiowá, filho de Nisio, seria indiciado por falso testemunho aos delegados. Conforme Valmir relatou, ele e o primo, testemunhas oculares do crime contra Nisio, eram interrogados por horas seguidas, de forma repetida, sem alimentação.
Nessa mesma linha, boatos passaram a correr dizendo que Nisio estava vivo e escondido pelos apoiadores não-índios dos Guarani Kaiowá. Um interdito proibitório impetrado pelos fazendeiros passou a impedir o Cimi de entrar no tekoha Guaivyry. Na Fazenda Modelo, até mesmo a circulação de representantes da Presidência da República foi impedida por ruralistas em áreas reivindicadas pelos indígenas e tomadas por fazendas.
Isso ocorreu porque o governo federal sempre se portou como mero caseiro da Fazenda Modelo. Por mais que o projeto popular do governo federal tenha fracassado, e hoje a prioridade seja estreitar alianças com o latifúndio, se faz urgente a identificação e demarcação das terras Guarani Kaiowá. Só com as terras garantidas e livres da praga atrasada do latifúndio e suas ervas daninhas os indígenas poderão ser plenos.
Os fatos mostram que os indígenas precisam ser ouvidos. Valmir e os demais Guarani Kaiowá do Guaivyry não mentiram e a Polícia Federal e veículos de imprensa devem desculpas a eles. Para o Guarani, a palavra está acima de tudo. A tendência de menosprezá-los é secular; como senhores do próprio destino, os indígenas possuem não só uma sabedoria especial desprezada pela sociedade dita ‘civilizada’, mas também pleno conhecimento de suas próprias máculas e necessidades. Acima de tudo, compromisso com os valores humanos determinados por suas culturas.
A Polícia Federal, todavia, agiu e isso é essencial para coibir novas ações covardes perpetradas pelos fazendeiros. O que é difícil sem os fazendeiros invasores fora das terras indígenas. Desse modo, agora se espera que a Funai faça a sua parte – mesmo que sob uma greve de servidores que expõe não só angústias de técnicos comprometidos com a causa indígena, mas o que de fato o governo federal reserva para a questão: inquéritos policiais para a investigação de mortes.
Foto: Ponta Porã/MS. Foto: DF
miron-noticias.blogspot.com
Fonte: http://www.cimi.org.br/site/pt-br/?system=news&conteudo_id=6372&action=read
DEU NO LIBERAL
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quarta-feira, 27 de junho de 2012
A VERDADE SOBRE AS INVASÕES
Uma nuvem de fumaça, parece encobrir o que realmente se esconde em vários acampamentos do movimento dos sem terras. Uma série de denúncias dão conta o que ocorre em alguns acampamentos situados em fazendas invadidas, com ocorrências registradas na polícia sem que nenhuma providência seja tomada pelas autoridades competentes. Matérias publicadas nas revistas veja, época e em grandes jornais afirmam que a violência sexual contra mulheres e adolescentes são frequentes, inclusive com casos de pedofilia, bebedeiras, com farras se estendendo até ao raiar do dia, com a prática de prostituição, incluindo-se aí a prostituição infantil, roubo e venda de madeira ilegal e outras aberrações. Enquanto isso a segurança pública, o IBAMA, a SEMA e a justiça permanecem inerte diante de uma situação que se agrava a cada dia e o produtor rural vai sendo penalizado como se ele fosse o criminoso. Há de se separar o joio do trigo, o movimento dos sem terra recebe apoio, inclusive financeiro, enquanto quem produz de sol a sol vive a mercê da falta de atuação de todos os agentes envolvidos na questão agrária que não apresenta solução para um grande problema nacional que está caminhando para um grande conflito enquanto as autoridades brincam de faz de conta diante de fazendas invadidas, produção saqueada, patrimônios queimados, aos olhos de todos sem que ninguém faça nada... Até quando isso vai ocorrer?
NOTA OFICIAL DA FAEPA
NOTA OFICIAL: OS LIMITES DA TOLERÂNICA
Os limites da tolerância
O Pará tem sido pródigo na “fabricação” de vítimas, sem se importar com as circunstâncias dos fatos e, ainda, com o agravante de que, na versão adotada como “oficial”, há um lado que é sempre visto como “criminoso”.
Esta Federação vem denunciando, há anos, que está se instalando, sem pudor e à sombra da impunidade, um poder paralelo cujas regras são ditadas exclusivamente pelas lideranças dos intitulados “movimentos sociais” que atuam com toda desenvoltura à margem das leis e das determinações judiciais, desrespeitando todos os princípios constitucionais e quaisquer outras normas reguladoras das relações sociais e que deveriam presidir a convivência no estado democrático de Direito. No Pará já atingimos as raias do insuportável! Os empreendedores rurais, responsáveis pela produção de alimentos, geração de empregos e recolhimento de tributos, não possuem qualquer garantia para o livre exercício de suas atividades, são vítimas constantes de todo tipo de violência, têm seus direitos vilipendiados e não reconhecidos e acabam, invariavelmente, apontados como “vilões” em um processo perverso de inversão de valores.
Os expedientes encaminhados às autoridades constituídas, dando conta do quadro cruel existente no Estado, onde cidadãos e instituições são reféns de um banditismo impune, constitui uma infeliz rotina desta Federação e invariavelmente se transformam em frustração e revolta por representarem “um brado no deserto”. Há um vazio de decisões que materializam a omissão e a indiferença dos que um dia juraram “fazer cumprir a Constituição” e não garantem aos cidadãos a eficácia da Lei. A quem apelar, quando nada indica que existirá ao menos “boa vontade” para encarar, com a seriedade que o momento está a exigir, a situação dramática vivida por expressivo número de produtores paraenses?
Não nos opomos à Reforma Agrária, muito pelo contrário!. Esta entidade tem sido incansável defensora da implantação de uma Reforma Agrária no Brasil, obediente ao primado da Lei e que respeite os Direitos Fundamentais consagrados em nossa Constituição Federal, desenvolvida através de critérios técnicos, observando uma dimensão social que oportunize o acesso à terra a quem dela efetivamente precise.
A política de assentamentos rurais no Pará, promovida pelo Governo Federal, revela que existem, no momento, 1.031 (mil e trinta um) Projetos de Assentamento da Reforma Agrária, englobando área de 21.225.771 ha (vinte e hum milhões duzentos e vinte e cinco mil setecentos e setenta e hum hectares), que poderiam abrigar 263.514 (duzentas e sessenta e três mil quinhentas e quatorze) famílias, mas que, registram oficialmente um número de assentados na ordem de 187.251 (cento e oitenta e sete mil duzentas e cinquenta e uma) famílias. As informações que dispomos, atestam que apenas 56.175 (cinquenta e seis mil cento e setenta e cinco) famílias estão, realmente, na posse de seus lotes, o que gera uma disponibilidade de 207.339 (duzentos e sete mil trezentos e trinta e nove) lotes, não justificando, pois, a disputa pela posse de terras no Estado. Vejam o quadro abaixo:
PROJETOS DE ASSENTAMENTOS FEDERAIS – Pará
| ||||||
SUPERINTENDÊNCIA INCRA
|
Nº de PAS
|
ÁREA
PROJETOS (ha)
|
CAPACIDADE DE ASSENTAMENTO (famílias)
|
FAMÍLIAS ASSENTADAS
|
(0%)
| |
SR (01) BELÉM
|
319
|
3.411.872
|
59.490
|
49.879
|
26,63
| |
SR (27) MARABÁ
|
492
|
4.572.457
|
90.212
|
64.149
|
34,25
| |
SR (30) SANTARÉM
|
220
|
13.241.442
|
113.812
|
73.224
|
39,10
| |
TOTAL
|
1.031
|
21.225.771
|
263.514
|
187.251
|
71,05
| |
Fonte: INCRA/Março/2011.
Nesses Projetos de Assentamentos Federais no Pará já foram "investidos" mais de 20 bilhões de reais, sem que a Nação brasileira tenha conhecimento dos resultados práticos dessa orgia de dinheiro público, realizada com o suor dos impostos que pagamos. Basta verificar que 131.076 (cento e trinta e uma mil e setenta e seis) famílias receberam, cada uma, R$ 34.600,00 (trinta e quatro mil e seiscentos reais), em 18 meses, e depois se retiraram dos lotes sem nada produzir. Por que o Ministério Público Federal, conforme já oficializamos em solicitação formulada há bastante tempo, não se preocupa em investigar essas aplicações, a distribuição de cestas básicas, a real existência desses lotes?
As invasões de áreas produtivas e titularizadas constituem gravíssima violação aos direitos humanos e aos preceitos constitucionais garantidores da propriedade, como direito fundamental do cidadão. Mas, infelizmente, a ação do Estado na repressão a essa conduta criminosa tem sido de tal sorte tímida que acaba estimulando, pela impunidade, a continuidade das atuações desses malfeitores, valendo registrar que em grande parte das ocupações no Pará, além da destruição de bens, têm ocorrido maus tratos de pessoas e animais, desrespeitos e até abusos sexuais contra funcionários das propriedades invadidas e seus familiares.
Ontem, dia 21 de junho, a Fazenda Cedro foi alvo de um novo ataque movido pelos chamados “sem terra”, um bando de aproximadamente 300 (trezentos) homens fortemente armados, os mesmos que, ha meses, vem depedrando as propriedades do Grupo, matando animais, destruindo máquinas e prédios, devastando o pasto, destruindo a reserva legal e ameaçando funcionários da empresa e seus familiares, inclusive com estrupo. A propriedade integra os bens da Agropecuária Santa Bárbara que, presentemente, é o maior produtor brasileiro na bovinocultura, com o maior projeto de criação de gado a pasto no mundo; o maior agregador de tecnologia na área de reprodução animal (em 2011 foram inseminadas 119.000 matrizes de seleção) e em manejo de pastagens, investimentos que tem sido efetivados em estrita obediência à legislação ambiental, sem promover a derrubada de uma única árvore em todas as suas propriedades. A cada ação criminosa desses vândalos, que se acobertam covardemente sob o rótulo de “movimentos sociais”, são registradas os Boletins de Ocorrência, sem que providências efetivas e saneadoras sejas tomadas por quem de direito. Mandados de reintegração de posse são determinados pelo Poder Judiciário, mas deixam de ser cumpridos, insuflando mais ainda a sanha destruidora dos invasores, com os empresários acumulando prejuízos que não lhes serão ressarcidos.
A sociedade brasileira precisa saber da VERDADE e não mais compactuar com os factóides que, manipulados nos meios de comunicação, vão criando falsas “vítimas” em um cenário digno de filmes de terror, onde bandidos são “heróis” e suas vítimas transformadas em algozes.
Estamos nos dirigindo, oficialmente, uma vez mais, às autoridades constituídas em todos os níveis, na expectativa de que encontremos não respostas evasivas, mas ações eficazes que ponham um fim a essa sanha destruidora. Esperamos não ter que voltar ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL onde, certamente, se concretizará a Justiça!
Belem (PA), 21 de junho de 2012
CARLOS FERNANDES XAVIER
Presidente da FAEPA
sexta-feira, 22 de junho de 2012
DEU NO DIÁRIO DO PARÁ
MST nega invasão e quer negociar com Brasília
Sexta-Feira, 22/06/2012, 17:04:46 - Atualizado em 22/06/2012, 18:05:39
(Foto: Ag. Pará)
Na tarde de hoje (22) integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) abandonaram a reunião de negociação com o Sistema de Segurança Pública do Estado (Segup) e a Ouvidoria Agrária Nacional, que começou por volta de 12h. A reunião pretendia discutir o conflito que aconteceu na manhã de ontem (21) entre integrantes do movimento e vigilantes armados da Fazenda Cedro, em Eldorado dos Carajás, e que acabou com 12 integrantes dos sem terra feridos. O movimento também negou que tenha invadido novamente a fazenda na manhã de hoje, como alegou mais cedo a assessoria de comunicação da Agro Santa Bárbara, empresa que detém a propriedade da fazenda.
Ulisses Manaças, coordenador do MST no Pará, explicou que o abandono da reunião se deu pelo fato de os representantes do governo e da segurança pública não terem apresentado nenhuma solução para o conflito. "Nós estamos percebendo que a superintendência do Incra e o governo do Estado não estão conseguindo resolver o problema, então nós queremos a presença do presidente nacional do Incra ou do Ministro do Desenvolvimento Agrário, que têm poder para, junto ao estado, solucionar o problema mas estão se esquivando de suas funções", defendeu o dirigente.
Segundo o assessor especial da Segup, major Alisson Monteiro, as lideranças do MST apresentaram ao Governo Federal várias reiindicações, entre as quais a entrega de cestas básicas às famílias acampadas no local.
Acusação
Na manhã de hoje a Agrosb emitiu uma nota acusando integrantes do MST que estavam acampados na frente da propriedade de terem invadido a fazenda, depredado e saqueado casas de funcionários. Porém, o coordenador do MST no Pará negou que tenha havido invasão.
Na manhã de hoje a Agrosb emitiu uma nota acusando integrantes do MST que estavam acampados na frente da propriedade de terem invadido a fazenda, depredado e saqueado casas de funcionários. Porém, o coordenador do MST no Pará negou que tenha havido invasão.
"O que aconteceu foi que ontem, depois de os manifestantes foram recebidos a tiros pelos seguranças, de fato algumas pessoas ficaram revoltadas e invadiram a parte da frente da fazenda, depredando a cerca, mas hoje não aconteceu nada disso. Nós inclusive já reunimos as lideranças para garantir que não vai acontecer nenhum excesso", defendeu Manaças.
O major Alisson, da Segup, esclareceu que o que aconteceu na manhã de hoje não passou da entrada de trabalhadores rurais na sede da fazenda em busca de água, o que teria originado um clima de tensão, mas não um novo confronto.
Medidas
Os seis seguranças da Fazenda foram detidos para prestar depoimento. Com eles foram apreendidas seis armas de calibre 12, que serão periciadas. Os seguranças foram ouvidos e o inquérito instaurado.
Os seis seguranças da Fazenda foram detidos para prestar depoimento. Com eles foram apreendidas seis armas de calibre 12, que serão periciadas. Os seguranças foram ouvidos e o inquérito instaurado.
(DOL, com informações da Agência Pará)
QUEDA
Empregos na agropecuária caem 0,26% no Pará
Sexta-Feira, 22/06/2012, 11:06:32 - Atualizado em 22/06/2012, 11:14:55
No mês de maio deste ano, o setor da agropecuária no Pará mostrou um pequeno saldo negativo na geração de empregos formais, com um decréscimo de 0,26%. Foram feitas no setor 2.813 admissões e 2.945 desligamentos, o que gerou um saldo negativo de 132 postos, segundo informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA).
A maioria dos Estados da região Norte apresentou saldos negativos no comparativo entre contratados e demitidos. O Estado com a maior perda de empregos foi o Tocantins, com menos 266 postos; seguido do Pará, com 132; e Roraima, com 38. Já o Estado que mais gerou empregos foi o Acre, com 67 postos; seguido de Rondônia, com 21. Ao todo, na regiçao, foram feitas 4.493 admissões e 4.847 desligamentos, gerando um saldo negativo de 354 postos, e um decréscimo de 0,40%.
De janeiro a maio
No Pará, durante os primeiros cinco meses de 2012 o crescimento foi de 1,37% na geração de empregos formais no setor da agropecuária. Foram feitas em todo o Estado, 14.044 contratações e 13.346 demissões, o que gerou 698 postos.
No mesmo período do ano passado, o setor também apresentou crescimento, porém foi maior que o verificado este ano, com um crescimento de 2,16%.
Comparando os números dos estados da região Norte, o maior destaque na geração de empregos ficou com o Pará, com 698 postos; seguido do Tocantins, com 232. Já o destaque negativo foi para Roraima, com a perda de 38 postos; seguido de Rondônia, com 37.
Nesse período, foram gerados 818 postos de trabalhos no Norte, com crescimento de 0,93%. Desses, cerca de 85% (698 postos) foi no Pará.
Últimos 12 meses
Já nos últimos 12 meses, o Pará apresentou um crescimento de 3,50% e gerou 1.742 postos de trabalhos.
A maioria dos Estados da região Norte apresentou resultados positivos, a exceção foi o Amapá, com 163 postos de trabalhos a menos. Enquanto o Pará foi novamente o que se destacou na geração de empregos, com saldo 1.742 postos; seguido do Tocantins, com 847; do Amazonas e Rondônia, ambos com 141; e do Acre, com 134.
Nos últimos 12 meses, em todo o Norte foram gerados 2.861 postos, com crescimento de 3,33%. Desses, cerca de 61% (1.742 postos) foram gerados no Pará.
(DOL, com informações do Dieese)
quarta-feira, 13 de junho de 2012
CNA NA RIO+ 20
CNA NA RIO + 20
CNA LEVARÁ A AGRICULTURA SUSTENTÁVEL DO BRASIL PARA A RIO+20
Espaço AgroBrasil localizado no Pier Mauá, um dos locais oficiais da Conferência, manterá uma intensa programação destinada a promover a agropecuária brasileira
No espaço do estande, a CNA criará um túnel sensorial para mostrar aos visitantes o que é uma fazenda degradada e as tecnologias utilizadas para a sua recuperação. A ideia é que, durante o caminho, a propriedade se transforme. “Teremos um túnel virtual para explicar à sociedade a importância de tirar uma fazenda de um solo fraco e maltratado e a melhora de tudo isso por meio da tecnologia e boas práticas”, revelou a senadora. O espaço AgroBrasil será ancorado por projetos da CNA, entre eles o Biomas.
Desenvolvido pela entidade em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Projeto Biomas pretende ampliar o uso das árvores nas propriedades rurais para diversificar os sistemas produtivos com ganhos econômicos e ambientais. Para isso serão criadas soluções técnico-científicas à prática da produção sustentável e à preservação da água nos seis biomas brasileiros. Com 240 pesquisadores envolvidos, a senadora acredita que o projeto será um espelho para o mundo já que pode ser aplicado em qualquer bioma desde que respeitadas as características locais.
“Com 61% do território preservados, segundo os dados do Censo Agropecuário de 2006, o Brasil é um modelo de como produzir com qualidade e abundância”, diz a senadora Kátia Abreu. Otimista com a Rio+20, ela acredita que o País tem autoridade moral para discutir, em qualquer fórum, as questões ambientais. “Nós só produzimos arroz, feijão, carne e frutas em 27% do nosso território, enquanto 61% são preservados. Isso é uma riqueza e motivo de orgulho para mostrar ao mundo”, declarou.
Agenda Rio+20
A presença da CNA na Rio+20 não se resumirá ao estande. A presidente da CNA participou ativamente das discussões do Governo para a elaboração do documento brasileiro de contribuição para a Conferência. “Colocamos os principais pontos que achamos que devem ser reforçados. Se unificarmos o nosso diálogo e mostrarmos as vantagens competitivas que o Brasil apresenta hoje, teremos mais sucesso”, ponderou a senadora Kátia Abreu.
A CNA também divulgará, durante a Conferência, o documento de posicionamento do setor do agronegócio para a Rio+20, que recebeu contribuições de lideranças rurais, técnicos, produtores, universidades e instituições do agronegócio. Foram realizados workshops de orientação para a coleta de subsídios para o documento em Brasília (18/04), Uberaba/MG (02/05) e São Paulo (08/05), consolidados em propostas que serão apresentadas pela presidente da CNA, em evento com a presença de autoridades e negociadores.
Os três workshops organizados pela CNA mobilizaram diversos segmentos do setor para o debate das posições que serão levadas à Rio+20. No primeiro encontro, em Brasília, reuniram-se os técnicos da área; o segundo, em Uberaba, concentrou os produtores rurais e, em São Paulo, foram recebidas contribuições do setor como um todo. Durante os workshops foram abordados temas como meio ambiente, inovação e tecnologia, educação no meio rural, segurança alimentar e nutricional e erradicação da pobreza. O documento de posicionamento do setor para a Rio+20 será apresentado à imprensa durante entrevista coletiva da presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, no dia 18 de junho, às 12h, no espaço AgroBrasil, no Píer Mauá, no Rio de Janeiro.
Além deste evento, foi programada uma agenda de atividades neste estande para o período de realização da Conferência, entre os dias 13 e 22 de junho, destinada a promover a agropecuária brasileira, difundir novas tecnologias e apresentar cases de sucesso de sustentabilidade. Localizado no Pier Mauá, um dos espaços oficiais da Conferência, o estande será aberto para o público no dia 13 de junho, a partir das 11h. No dia seguinte acontece o lançamento do estudo IDR (Índice de Desenvolvimento Rural), elaborado pela CNA em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV).
O estande terá, ainda, eventos com temas da agropecuária brasileira. No dia 15, acontece o Seminário Pobreza Rural, no auditório, a partir das 14h. No sábado (16), o tema será Extensão Rural também às 14h, seguido do Seminário Agricultura de Precisão. No dia 22, será a vez do Seminário sobre Bioenergia. Neste mesmo dia, está programado o lançamento da terceira edição do Fórum Internacional de Estudos Estratégicos para Desenvolvimento Agropecuário e Respeito ao Clima (FEED-2012).
Uma audiência pública conjunta das Comissões de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) e de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), do Senado, irá discutir no dia 20 a proposta de criação da área de preservação permanente mundial apresentada durante o 6º Fórum Mundial da Água, em março, em Marselha, na França, pela CNA, Embrapa e ANA (Agência Nacional de Águas), e endossada pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em audiência pública, no Senado.
CONSEQUÊNCIAS DO ROUBO DE GADO NO MARAJÓ
ROUBO DE GADO NO PARÁ PODE IMPEDIR OBTENÇÃO DA CERTIFICAÇÃO DE LIVRE DA AFTOSA
Pecuaristas do Pará temem as consequências do roubo de gado na região do Marajó. Em média, são furtados 3.600 animais por ano, segundo o Núcleo de Apoio Empresarial (NAE), da Federação da Agricultura do Estado do Pará (Faepa). A ação pode prejudicar a obtenção da certificação de Estado livre da febre aftosa, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal. O alerta foi dado pelo presidente da Federação, Carlos Xavier, no 37º Encontro Ruralista, que termina hoje.
Xavier ressalta que a segurança no Estado é um dos temas que estão sendo discutidos no encontro como ponto fundamental para o desenvolvimento do setor e as melhorias sociais que podem advir do incremento da produção a partir do uso de novas tecnologias. O diretor do NAE, Lauro de Miranda Lobato, estima que são roubados todos os meses, em média, 300 animais nos municípios do Marajó. Geralmente os roubos ocorrem nos fins de semana, durante a noite, e os animais são levados em embarcações. Abatido sem critério, longe das regras estipuladas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o gado roubado se torna um duplo e grave problema de saúde pública, destaca o representante da Faepa.
O primeiro problema diz respeito ao risco de contaminação por aftosa em animais saudáveis que estão espalhados nas áreas em que as reses roubadas são compradas. O produto do roubo é comercializado em Belém, Vigia, São Caetano de Odivelas, Santo Antônio do Tauá, Abeatetutu e outras cidades. Lauro explica que o roubo dificulta o controle das áreas do Marajó, nordeste do Estado e Baixo Tocantins, hoje consideradas de médio risco pela Organização Mundial de Saúde Animal. O pleito para tornar essas áreas "livre com vacinação" ficará mais distante se não houver combate às quadrilhas de roubo de gado, assinala o diretor.
Ainda há o risco de contaminar a população, pois o gado é abatido em péssimas condições de higiene e vendido a preço muito mais barato. "Sem contar a evasão fiscal, que é outro problema grave somado ao roubo de animais no Marajó. É um prejuízo grande aos cofres do Estado", diz o diretor técnico da Faepa, Alacid Nunes Filho. Xavier acrescenta que a questão de segurança está na pauta principal dos 131 representantes de sindicatos de produtores espalhados pelo Estado. A intenção é organizar o setor para afinar o discurso na hora de conversar com os candidatos a prefeito para que fiquem atentos a essas demandas.
Jornal Amazônia - Edição de 06/06/2012
OPINIÃO
A FARSA DO AQUECIMENTO GLOBAL
Brasil sofreu atraso de meio século, adverte pesquisador
Para ele, a teoria do aquecimento global é uma farsa, uma grande mentira. As mudanças climáticas, uma falácia, algo sem a menor comprovação científica. Em resumo, tudo não passa de uma orquestração das nações mais ricas com o propósito claro e bem definido de tolher o crescimento econômico dos países em desenvolvimento. Entre eles, claro, o Brasil, um dos alvos centrais do movimento ambientalista internacional, que aqui vem atuando com grande desenvoltura através de ONGs, utilizadas como seus braços operacionais.
A opinião, ao contrário do que podem pensar os adeptos do catastrofismo ambiental, não é de nenhum ruralista ou de qualquer empresário com interesses na economia rural. As palavras – incisivas, cortantes, pronunciadas de forma desabrida e sem subterfúgios – é de um dos mais respeitados cientistas brasileiros da atualidade, com prestígio crescente dentro e fora do país. O professor Ricardo Augusto Felício, docente e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), advertiu esta semana, em Belém, que a submissão do governo brasileiro à agenda ambientalista internacional já custou ao país um atraso de pelo menos meio século.
Ricardo Felício, que esteve em Belém para participar, como conferencista, do 37º Encontro Ruralista, promovido durante dois dias (terça e quarta-feira) pela Federação da Agricultura e Pecuária do Brasil, é hoje um dos profissionais mais festejados no meio acadêmico quando o assunto é climatologia. Sua agenda tem sido também sobrecarregada nos últimos meses por convites para palestras em todo o país e nos principais programas de entrevistas no rádio e na televisão para falar sobre o aquecimento global e as mudanças climáticas.
Em Belém, sua palestra teve a duração de duas horas e terminou debaixo de pelo menos cinco minutos de aplausos ininterruptos. Em parte por causa do estilo, mas também – e sobretudo – porque seus argumentos acabam tendo peso demolidor, ao combinar conhecimento científico com destemor na exposição de pontos de vista. O fato é que ele tem sido, e assim se mostrou em Belém, um adversário à altura dos que se alinham à corrente do “ambientalismo catastrofista” – este sim, garantia de aplauso fácil em plateias doutrinadas para ver os agentes econômicos como vilões do meio ambiente e destruidores potenciais do planeta.
O pesquisador da USP garante, em primeiro lugar, que o homem não tem a capacidade de alterar o clima. “Isso não é possível. Na realidade, o homem apenas sofre as ações do clima”, diz ele. Neste caso, por que então prosperou a hipótese do aquecimento? Para ele, não há nisso nenhum mistério, desde que, por trás do mercado de carbono, de que tanto se fala, estão se formando no mundo alguns grandes oligopólios. “Na verdade, quem controlar a ideia do carbono vai conseguir controlar tudo o que nós temos no planeta – fontes de energia, mercados, produção de alimentos, rigorosamente tudo”, adverte.
Para Ricardo Felício, a questão da climatologia é utilizada apenas como cortina de fumaça, porque o que está verdadeiramente em jogo é uma guerra ideológica. Com a vantagem para os nossos adversários, conforme frisou, de que eles não precisam usar armas de ataque e destruição, como nas guerras convencionais. “A própria ideologia, dentro do nosso país, já trabalha a favor deles”, denuncia o pesquisador da USP, que aponta as ONGs como braços operacionais dos interesses econômicos assentados no exterior. “Muitas dessas ONGs, sabidamente financiadas por empresas e governos estrangeiros, têm militantes dentro dos governos, inclusive do Brasil, e isso é preocupante”, aduziu.
‘Desenvolvimento sustentável é mais uma falácia’
A coisa mais absurda que existe, segundo o professor e pesquisador da USP, é atribuir ao CO2, o dióxido de carbono – ou simplesmente o gás carbônico – responsabilidade pela mudança do clima na Terra. O gás carbônico, convém lembrar, tem sido apontado por alguns cientistas – os integrantes da chamada “ala aquecimentista” – como o vilão do aquecimento global e das mudanças climáticas. Para Ricardo Felício, essa relação de causa e efeito chega a ser ridícula, porque o gás carbônico não tem, segundo ele, nenhuma influência no clima.
Para reforçar o argumento, ele diz que nós estamos vivendo agora uma era do planeta em que se tem a taxa mais baixa de CO2 na atmosfera. Outro dado importante, conforme frisou, é que a Terra já teve dez vezes mais dióxido de carbono do que o nível atual e, mesmo assim, ela se converteu na época em uma autêntica bola de gelo – oiceball ou snowball, conforme denominação dada pelos cientistas. Isso mostra, segundo ele, que o gás carbônico não sobre o clima da Terra a menor interferência. E se esses dados não fossem suficientes, segundo o professor da USP, há que ser considerada ainda a questão da taxa de saturação. “O CO2 tem um limite a partir da qual ele não vai mais”, assinalou.
De acordo com Ricardo Felício, os próprios defensores do aquecimento global tinham consciência de que a tese não poderia se sustentar por muito tempo, tanto que, a partir de certo momento, deixaram de falar em aquecimento para se referir genericamente a “mudanças climáticas”. Para ele, foi a troca da farsa pela mentira. Como a tese das mudanças climáticas, nos termos em que é colocada a questão, também não tem sustentação científica, conforme frisou, agora os catastrofistas estão cunhando outra expressão – o desenvolvimento sustentável. “É mais uma falácia”, garante o pesquisador, chamando a atenção para o fato de que a mudança de discurso ocorre, sugestivamente, às vésperas da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.
Planeta deverá se resfriar nos próximos 15 anos
Ao invés de aquecimento, a Terra deverá passar, pelos próximos 10 a 15 anos, na opinião de Ricardo Felício, por um período de resfriamento, embora com quedas de temperatura relativamente bem comportadas. A sua explicação é que o planeta está passando agora por um período chamado interglacial. Esse período é naturalmente quente, mas há dentro dele algumas flutuações. Felício e outros cientistas apostam em temperaturas mais baixas, mas sem fugir à normalidade. “Acho que vamos ter algo parecido com o que aconteceu nos anos 1970”, disse.
Ele considera que um dos maiores desafios com que se depara o Brasil – e os demais países do mundo não desenvolvido – é neutralizar os efeitos deformadores provocados pela longa doutrinação a respeito do aquecimento global. “Nós tivemos pelo menos duas gerações influenciadas por esse discurso, e é esse mesmo discurso que continua a ser ministrado até hoje nas salas de aula”, destacou.
De qualquer forma, o trabalho de desconstrução do falso discurso ambientalista, segundo ele, terá que ser encarado, exigindo dos cientistas que “deem a carta a tapa” – como ele e outros estão fazendo – e também o trabalho de divulgação e conscientização da sociedade por parte da imprensa não comprometida com a agenda capciosa do aparato pretensamente ambientalista. “Nós vamos ter que levar isso também para as escolas”, disse Ricardo Felício, completando com o que considera uma boa notícia: o fato de ele e muitos de seus companheiros estarem sendo procurados com mais frequência por professores interessados em conhecer as razões dessa nova vertente científica.
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