sexta-feira, 22 de junho de 2012

DEU NO DIÁRIO DO PARÁ


MST nega invasão e quer negociar com Brasília

Sexta-Feira, 22/06/2012, 17:04:46 - Atualizado em 22/06/2012, 18:05:39
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MST nega invasão e quer negociar com Brasília (Foto: Ag. Pará)
(Foto: Ag. Pará)
Na tarde de hoje (22) integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) abandonaram a reunião de negociação com o Sistema de Segurança Pública do Estado (Segup) e a Ouvidoria Agrária Nacional, que começou por volta de 12h. A reunião pretendia discutir o conflito que aconteceu na manhã de ontem (21) entre integrantes do movimento e vigilantes armados da Fazenda Cedro, em Eldorado dos Carajás, e que acabou com 12 integrantes dos sem terra feridos. O movimento também negou que tenha invadido novamente a fazenda na manhã de hoje, como alegou mais cedo a assessoria de comunicação da Agro Santa Bárbara, empresa que detém a propriedade da fazenda.
Ulisses Manaças, coordenador do MST no Pará, explicou que o abandono da reunião se deu pelo fato de os representantes do governo e da segurança pública não terem apresentado nenhuma solução para o conflito. "Nós estamos percebendo que a superintendência do Incra e o governo do Estado não estão conseguindo resolver o problema, então nós queremos a presença do presidente nacional do Incra ou do Ministro do Desenvolvimento Agrário, que têm poder para, junto ao estado, solucionar o problema mas estão se esquivando de suas funções", defendeu o dirigente.
Segundo o assessor especial da Segup, major Alisson Monteiro, as lideranças do MST apresentaram ao Governo Federal várias reiindicações, entre as quais a entrega de cestas básicas às famílias acampadas no local.
Acusação
Na manhã de hoje a Agrosb emitiu uma nota acusando integrantes do MST que estavam acampados na frente da propriedade de terem invadido a fazenda, depredado e saqueado casas de funcionários. Porém, o coordenador do MST no Pará negou que tenha havido invasão.
"O que aconteceu foi que ontem, depois de os manifestantes foram recebidos a tiros pelos seguranças, de fato algumas pessoas ficaram revoltadas e invadiram a parte da frente da fazenda, depredando a cerca, mas hoje não aconteceu nada disso. Nós inclusive já reunimos as lideranças para garantir que não vai acontecer nenhum excesso", defendeu Manaças.
O major Alisson, da Segup, esclareceu que o que aconteceu na manhã de hoje não passou da entrada de trabalhadores rurais na sede da fazenda em busca de água, o que teria originado um clima de tensão, mas não um novo confronto.
Medidas 
Os seis seguranças da Fazenda foram detidos para prestar depoimento. Com eles foram apreendidas seis armas de calibre 12, que serão periciadas. Os seguranças foram ouvidos e o inquérito instaurado.
(DOL, com informações da Agência Pará)

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